Tel.: (11) 3676-0874 - comercial@revistapetrus.com.br

Petróleo opera em alta, com foco em sinais da produção dos EUA

O petróleo opera com ganhos na manhã desta segunda-feira, apoiado por sinais de desaceleração na atividade nos Estados Unidos. Além disso, investidores se mantêm atentos aos sinais dos estoques globais.

Às 8h14 (de Brasília), o petróleo WTI para maio tinha alta de 0,37%, a US$ 65,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 0,59%, a US$ 69,75 o barril, na ICE.

O Brent não está muito distante da máxima deste ano, de US$ 71,28 o barril, com investidores atentos ao sucesso da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em um esforço coordenado para cortar a produção e reduzir o excesso de oferta nos estoques globais. Por outro lado, nos EUA avanços nas tecnologias e na eficiência têm impulsionado a produção de xisto.

Na quinta-feira, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas em atividade nos EUA teve queda de 7 na última semana, para 797. Esse número tem mostrado tendência de alta desde junho de 2016. A crescente produção americana, porém, tem sido contrabalançada por temores geopolíticos, especialmente com as incertezas sobre a posição dos EUA em relação ao Irã. O governo do presidente americano, Donald Trump, deve reavaliar o acordo internacional com Teerã em maio. Caso Trump recue, os EUA podem impor sanções ao Irã e prejudicar sua produção petrolífera.

“É uma combinação de fatores, o mercado se reequilibra, o que certamente leva a uma reação no preço, mas há também uma mudança na geopolítica”, afirmou Harry Tchilinguirian, diretor global de estratégia de commodities do BNP Paribas. Segundo ele, pode haver um prêmio sobre os preços até que a posição dos EUA em relação ao Irã esteja clara.

O acordo internacional de 2015 previa que o Irã não buscasse mais armas nucleares. Em troca, o país teve sanções relaxadas. Tchilinguirian lembra que as sanções ao regime iraniano haviam contido as exportações do país em cerca de 1 milhão de barris de petróleo ao dia.

Nesse contexto, o BNP Paribas revisou sua projeção para o preço médio do barril do Brent neste ano, de US$ 65 anteriormente para US$ 69.

Um risco para as projeções mais otimistas, porém, é que o segundo maior produtor da Opep, o Iraque, tem produzido acima da cota combinada entre o cartel e outros países, como a Rússia. São monitoradas notícias de que o governo de Bagdá aprovou planos para elevar a capacidade de produção nacional a 6,5 milhões de barris por dia até 2022, de cerca de 5 milhões de barris por dia em 2019.

A consultoria JBC Energy estima que a produção da Opep tenha aumentado 65 mil barris por dia em março, para quase 32 milhões de barris por dia. A meta traçada pelo próprio grupo é de no máximo 32,5 milhões de barris por dia. Fonte: Dow Jones Newswires.

Fonte: IstoÉ