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Etanol: SP-AGRO pede urgência na aprovação de medidas emergenciais para evitar colapso no setor

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Presidida pelo deputado Itamar Borges, a Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista (SP-AGRO) se uniu à luta de entidades representativas da cadeia sucroenergética em busca de soluções de socorro para evitar o colapso no setor. A desaceleração da economia e as medidas adotadas para controle da disseminação do novo coronavírus, agravados pelos baixos preços internacionais do petróleo, já repercutem sobre as vendas de etanol, que tem sido vendido abaixo de seu valor de custo e, se isso continuar, usinas serão obrigadas a interromper a safra que mal começou, com efeitos impensáveis para uma cadeia que envolve produtores de cana, fornecedores de máquinas e insumos, cooperativas e colaboradores em mais de 1.200 cidades brasileiras. São 370 usinas e destilarias, 70 mil fornecedores de cana-de-açúcar, num total de 2,3 milhões de empregos diretos e indiretos que estão sob ameaça iminente, segundo dados da ÚNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar.

“O etanol é um dos produtos mais impactados pela crise do coronavíris e o setor clama por socorro e aprovação de medidas emergenciais para garantir o funcionamento de toda uma cadeia produtiva”, fala o deputado Itamar. “O setor sucroenergético é muito importante para a economia do país. É uma tecnologia brasileira, referência no mundo todo, por ser uma energia renovável, menos agressiva ao meio ambiente. Por isso, precisamos garantir mais competitividade para o etanol perante a gasolina, especialmente neste momento”, complementa Itamar Borges.

A Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista encaminhou ofício ao Governo de SP pleiteando ações para estimular o consumo interno deste combustível limpo, não fóssil, contribuindo com a limpeza do ar que é um importante aliado no combate ao novo coronavírus, além de favorecer a sustentabilidade, geração de empregos e a indústria brasileira. No documento, a SP-AGRO solicita a equiparação do ICMS da gasolina aos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o objetivo de ampliar a competitividade do etanol; e fornecimento de crédito presumido para as empresas paulistas.

No estado de São Paulo, são cerca de 160 usinas e destilarias, 14 mil fornecedores de cana-de-açúcar, num total de 900 mil empregos diretos e indiretos, em quase 470 cidades paulistas, segundo a UNICA. Desde o início da pandemia, o preço do petróleo caiu 40%, para abaixo de US$ 30 o barril. Isso derrubou o preço da gasolina, que, por consequência, afeta diretamente o etanol.

“É preciso unir esforços para que o setor continue movimentando a economia e contribuindo para a geração de emprego e renda. A demanda por etanol estava firme. De março pra cá, o mercado virou e a cultura da cana-de-açúcar sofreu um forte baque e o futuro do biocombustível é cada vez mais incerto. O Brasil é o país mais avançado, do ponto de vista tecnológico, na produção e no uso do etanol como combustível. Devemos investir e cuidar do que é nosso”, finaliza o deputado Itamar.

Website: http://itamarborges.com.br/

 

Fonte: Terra