Tel.: (11) 3676-0874 - comercial@revistapetrus.com.br

CONTE COM YPF responde as cinco dúvidas mais frequentes sobre lubrificação

Os técnicos do CONTE COM YPF – linha direta e gratuita para profissionais da área lubrificação esclarecerem, na hora, qualquer dúvida sobre o assunto – reuniram e esclarecem as cinco dúvidas mais frequentes apresentadas no primeiro semestre de operação do serviço.

Iniciativa pioneira no mercado, a YPF lançou há seis meses o CONTE COM YPF, serviço que disponibiliza consultoria técnica de alta qualidade para as questões que surgem na hora da troca de óleo, sejam do reparador ou do próprio cliente. Entre as milhares de consultas recebidas por telefone, WhatsApp e e-mail, os técnicos da YPF selecionaram e respondem as cinco mais frequentes.

1-Posso usar um lubrificante sintético com especificação um pouco abaixo do indicado pelo manual do fabricante, por exemplo, usar um SAE 5W-30 se a indicação é para SAE 5W-40? E vice-versa?

Um óleo lubrificante de motor, sintético ou não, na viscosidade SAE 5W-30 não é necessariamente inferior a um óleo de viscosidade SAE 5W-40. O ideal é indicar ou utilizar um lubrificante que atenda ou supere as especificações de desempenho quanto a viscosidade estabelecida pela montadora.

Para isso é necessário saber exatamente o que significam as letras e números que definem a viscosidade do lubrificante. O número que fica ao lado da letra W, refere-se à viscosidade que o óleo tem no motor frio. O segundo número diz respeito a viscosidade máxima do lubrificante no momento em que o motor está na temperatura de operação. Não recomendamos a alteração da especificação, é necessário sempre seguir a orientação da montadora do veículo. Se a montadora pede um óleo XXW-30 e for utilizado um óleo XXW-40, portanto mais viscoso, poderá ocorrer déficit de lubrificação no motor em operação, provocando falhas nos tuchos hidráulicos, maior dificuldade de vazão e fluidez e aumento de consumo de combustível. Usando o mesmo exemplo, se ao contrário, for utilizado um óleo XXW-20, poderá ocorrer aumento do consumo de óleo pelo motor. Lembrando que alguns motores podem ter em suas especificações mais de uma opção de viscosidade, tanto do “lado frio” assim como “do quente”.

2-Posso misturar lubrificantes de marcas diferentes ainda que tenham a mesma especificação?

Segundo as normas da API – Instituto Americano do Petróleo -, lubrificantes de mesma especificação e viscosidade, mesmo de marcas diferentes, devem ser compatíveis em caso de mistura. Esta regra funcionava bem quando todos os óleos eram minerais. Hoje, com a utilização de óleos formulados com bases sintéticas de diferentes tecnologias, esta regra fica um pouco prejudicada. Apesar de serem miscíveis entre si, a mistura de bases diferentes e também dos aditivos contidos no óleo pode reduzir o desempenho do produto final. Além disto, raramente se encontram óleos de fabricantes diferentes com exatamente as mesmas especificações de desempenho. Portanto, desaconselhamos essa prática.

3-Posso somente seguir a especificação do lubrificante ou devo também seguir a indicação da marca da montadora? Por que?

Os óleos originais das montadoras, normalmente, não possuem outras indicações e aprovações que não sejam as da própria marca.

No mercado aberto há lubrificantes que atendem as especificações das montadoras (às vezes mais de uma), e também atendem outras especificações, além das normas internacionais ACEA e API, embora alguns sejam mais focados em uma certa marca ou até num determinado veículo.

O importante é que o óleo utilizado tenha a aprovação da montadora. Esta é a garantia que o lubrificante suprirá a demanda daquele motor, seja o original, seja um produto do mercado aberto que esteja aprovado na norma requerida.

4-Posso completar um óleo sintético com um semissintético?

Se for completar o óleo é necessário utilizar o mesmo óleo existente no motor. Se estiver próximo do período de troca, o melhor é antecipá-la trocando também o filtro de óleo.

5-Utilizar um óleo sintético, ainda que a especificação da montadora seja para um semissintético ou mineral, aumenta o intervalo de troca?

Na verdade, faz sentido pensar que utilizar um óleo de desempenho superior ao especificado poderá estender o período de troca. No passado, algumas montadoras faziam esta orientação em seus manuais, até determinando diferentes períodos de troca. Atualmente, entretanto, isso não acontece mais e é tecnicamente desaconselhável.

A grande vantagem de se utilizar um óleo lubrificante de desempenho superior ao especificado é o aumento da proteção do motor, que se traduz em redução do desgaste, melhora da limpeza interna, menor possibilidade de formação de borra. Tudo isso se resume em melhor desempenho e aumento da vida útil do motor. O intervalo de troca, entretanto, em qualquer caso, deve estar de acordo com o manual do fabricante.